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Máscaras e mais máscaras caindo



Será que alguém com o mínimo de consciência política chegou mesmo a se surpreender com a afirmação do senador Jorge Kajuru, em entrevista ao programa Morning Show, da rádio Jovem Pan, nesta terça-feira (13)?


Sobre os possíveis candidatos à presidência, nas eleições de 2022, o parlamentar do Cidadania de Goiás disse que para ele “o mais preparado é Ciro Gomes”.


Kajuru, que está envolvido até o último fio de cabelo na série de trapalhadas em que envolveu o Senado e o STF, e que podem levar à abertura de uma CPI da COVID, cuja figura central das investigações seria o presidente Jair Bolsonaro, ainda tentou desconversar, ao completar o raciocínio:


… “mas eu vou esperar se vão aparecer novos nomes e que a gente consiga ter uma terceira via.” … completou o político.


Basta uma análise fria, para juntar as partes e ver onde, pelo jeito, o senador quer chegar.

Na semana passada, ele já havia elogiado o ex-governador cearense, em entrevista para o jornal Diário de Pernambuco. Kajuru disse que há “muito destaque para o bolsonarismo e o lulismo no Brasil”. E afirmou em seguida: “Para ser presidente da República precisa se preparar, e Ciro Gomes só precisa ser mais tranquilo, às vezes ele se mostra muito raivoso, mas ele é preparadíssimo, é o mais preparado de todos”.


A sequência dos fatos, todos já conhecemos. A ação, da qual ele foi um dos autores, que resultou na ordem do ministro Luís Roberto Barroso, pela instalação da CPI contra o governo federal, no Senado Federal, e a ligação que fez para o presidente Jair Bolsonaro (para falar sobre o mesmo assunto), cuja gravação acabou tornando pública.


Se a ideia da divulgação da conversa era expor Bolsonaro, mais uma vez, deu errado e o “tiro saiu pela culatra”, tanto que o próprio presidente solicitou que se divulgasse a íntegra do material.


A decepção de Kajuru parece ser um fato, com base na declaração que deu, também após a divulgação do áudio, de que “se fosse presidente, não teria falado aquilo ao telefone”, referindo-se ao pedido para que todos, incluindo o próprio STF fosse investigado na CPI da COVID, e ainda da necessidade da análise de pedidos de impeachment contra membros do Supremo.


De fato, não é possível afirmar que houve uma tentativa de colocar o presidente da República em uma armadilha, mas a sequencia dos fatos levam à essa possibilidade.

Primeiro, pressionando-o, em uma obscura e distorcida Comissão Parlamentar de Inquérito. Depois, expondo sua irritação e o contra-ataque. Em seguida, acusando-o de não agir de acordo com o cargo. E, por último, elogiando publicamente um possível adversário nas próximas eleições.


Mas, mais uma vez, quem atacou, não contava com a resistência e, principalmente, com a inflexível transparência de Jair Bolsonaro, capaz de derrubar a máscara de qualquer “lobo em pele de cordeiro”.


Fonte: jornaldacidadeonline.com.br


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